Do café à neuroproteção: desvendando o papel da cafeína na Doença de Parkinson - uma revisão integrativa.

Do café à neuroproteção: desvendando o papel da cafeína na Doença de Parkinson - uma revisão integrativa.

Autores

  • Alexandre Abreu Carvalho Afya itabuna
  • Mel Rocha de Melo Afya Itabuna
  • Rhuan da Silva Santos Afya Itabuna
  • Isabela de Freitas Maia
  • Geovanna dos Santos Pereira Afya Itabuna
  • Luciana Thaís Rangel Souza Afya Itabuna

DOI:

https://doi.org/10.29327/2654312.2.1-8

Palavras-chave:

Cafeína; Doença de Parkinson; Neuroproteção

Resumo

Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva, caracterizada pela degeneração dos neurônios dopaminérgicos da substância negra, levando a sintomas motores e não motores. Entre os fatores ambientais investigados, a cafeína tem se destacado por seu possível efeito neuroprotetor. Estudos epidemiológicos vêm apontando uma associação inversa entre o consumo de cafeína e a incidência de DP, estimulando pesquisas sobre seus mecanismos de ação. Objetivo: Investigar, por meio da literatura científica, os efeitos neuroprotetores da cafeína na DP, explorando as vias fisiológicas e moleculares envolvidas. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa e descritiva. A busca foi realizada nas bases PubMed e LILACS, utilizando os descritores “Parkinson Disease”; “Caffeine” e “Neuroprotective Agents”, combinados pelo operador booleano “AND”. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2024, nos idiomas português e inglês, disponíveis na íntegra. Selecionaram-se estudos originais e revisões sistemáticas com enfoque em mecanismos neuroprotetores da cafeína na DP. Resultados: Foram encontrados 12 artigos, dos quais 6 foram analisados. A literatura demonstra que a cafeína atua como antagonista dos receptores A2A, favorecendo a liberação de dopamina e melhorando a função motora. Estudos também relatam redução da neuroinflamação, estresse oxidativo e apoptose. Evidências epidemiológicas indicam menor incidência de DP em consumidores regulares, sobretudo homens, embora fatores como dose, sexo e genética influenciem essa relação. Conclusão: A cafeína apresenta potencial neuroprotetor na DP, especialmente por inibir os receptores A2A. No entanto, mais estudos clínicos são necessários para validar sua aplicabilidade terapêutica.

Palavras-chave: Cafeína; Doença de Parkinson; Neuroproteção.

Referências

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Publicado

2025-08-07 — Atualizado em 2025-10-19

Versões

Como Citar

1.
Abreu Carvalho A, Rocha de Melo M, da Silva Santos R, de Freitas Maia I, dos Santos Pereira G, Rangel Souza LT. Do café à neuroproteção: desvendando o papel da cafeína na Doença de Parkinson - uma revisão integrativa. REBESBE [Internet]. 19º de outubro de 2025 [citado 30º de maio de 2026];1(1). Disponível em: https://rebesbe.emnuvens.com.br/revista/article/view/146
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