Prevalência e Mortalidade da Espinha Bífida no Brasil: Uma Abordagem Epidemiológica

Prevalência e Mortalidade da Espinha Bífida no Brasil: Uma Abordagem Epidemiológica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/2654312.2.1-1

Palavras-chave:

Espinha Bífida, Defeitos no Tubo Neural, Ácido Fólico

Resumo

Introdução: A espinha bífida é uma malformação congênita do sistema nervoso central, com origem entre a terceira e quarta semana de gestação. A condição pode afetar diversas partes da medula espinhal, sendo mais comum a forma lombossacral. A deficiência de ácido fólico é um fator de risco prevenível, e, desde 2002, sua suplementação em farinhas foi regulamentada no Brasil, resultando na redução dos casos. O diagnóstico precoce e a prevenção durante o pré-natal são fundamentais para minimizar os impactos dessa patologia. Objetivo: Analisar os casos de espinha bífida registrados no Brasil entre 2014 e 2023, observando a distribuição geográfica e as variáveis maternas e neonatais, como idade, escolaridade, tipo de parto e mortalidade associada. Metodologia: Estudo epidemiológico retrospectivo, com análise de dados secundários do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) do DATASUS. Foram avaliados registros de nascimentos e óbitos fetais e infantis, com a tabulação de variáveis como tipo de gravidez, peso ao nascer, e raça/cor. Resultados e discussão: Entre 2014 e 2023, foram notificados 7.456 casos de espinha bífida. A região Sudeste concentrou o maior número de casos, e a maioria das gestantes tinha entre 8 e 11 anos de escolaridade. A mortalidade fetal foi associada principalmente a gestações pré-termo, e a mortalidade infantil ocorreu predominantemente após os sete dias de vida. A região Nordeste apresentou altos índices de mortalidade, possivelmente devido a fatores socioeconômicos. Conclusão: A espinha bífida continua sendo um problema de saúde pública relevante no Brasil. A suplementação de ácido fólico e o rastreamento pré-natal são cruciais para reduzir a incidência e a mortalidade. Estratégias de prevenção mais amplas e melhorias na assistência pré-natal e neonatal são necessárias para diminuir os impactos dessa malformação.

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Publicado

2025-08-07 — Atualizado em 2025-10-19

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Como Citar

1.
Morbeck Andrade Morais J, de Oliveira Bonito Schmitz R, Tavares Silva Nora C, Costa Campos Filho P, dos Anjos Schmitz F. Prevalência e Mortalidade da Espinha Bífida no Brasil: Uma Abordagem Epidemiológica. REBESBE [Internet]. 19º de outubro de 2025 [citado 14º de agosto de 2026];1(1). Disponível em: https://rebesbe.emnuvens.com.br/revista/article/view/136
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